O maior escândalo previdenciário dos últimos anos abalou o INSS em 2025 e segue gerando desdobramentos em 2026.Tudo começou em abril de 2025, quando a Operação Sem Desconto (PF + CGU) revelou um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Entidades (associações e sindicatos) firmavam acordos com o INSS e descontavam mensalidades diretamente na folha de pagamento de milhões de beneficiários — na imensa maioria dos casos (cerca de 97%) sem qualquer autorização dos aposentados ou pensionistas.O rombo estimado: R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, afetando potencialmente até 6 milhões de pessoas. A fraude envolvia:
- Associações de fachada ou irregulares
- Propina a servidores do INSS para facilitar convênios e ignorar irregularidades
- Uso de lobistas, laranjas e empresas de fachada para lavar o dinheiro desviado
- Revelaram planilhas da propina (com apelidos como “Italiano” para Stefanutto, que receberia R$ 250 mil/mês)
- Envolvimento de ex-diretores, procuradores e até núcleos político-financeiros ligados a entidades como a Conafer (desvio de pelo menos R$ 640 milhões)
- Prisões de figuras como o nº 2 da pasta (Adroaldo Portal) em dezembro/2025
- Março de 2026: deflagração da Operação Indébito (desdobramento da Sem Desconto), com mandados contra políticos — entre eles a deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que terá de usar tornozeleira eletrônica por suspeita de participação no esquema.
- Ressarcimentos seguem em andamento: até início de 2026, o governo já devolveu mais de R$ 2,8 bilhões para cerca de 4,1 milhões de vítimas, mas ainda há caminho pela frente.
os principais envolvidos no escândalo do INSS (Operação Sem Desconto e desdobramentos), com destaque para o Careca do INSS e Lulinha (filho do presidente Lula), incluindo valores apontados pela PF/CGU/CPMI até agora
Principais nomes e valores no escândalo do INSS
- Antônio Carlos Camilo Antunes ("Careca do INSS", lobista central e operador chave): Recebeu R$ 53,88 milhões (ou mais de R$ 53,5 milhões) de associações e entidades suspeitas (2022-2024), via empresas de fachada. Repassou milhões em propinas a servidores do INSS e intermediários; movimentou R$ 12 milhões em apenas 129 dias em uma fase. Preso desde setembro/2025; central no esquema de facilitação de descontos irregulares.
- Fábio Luís Lula da Silva ("Lulinha", filho do presidente Lula): Citado em depoimentos, mensagens e quebras de sigilo (aprovadas pela CPMI em fevereiro/2026). Suspeita de repasses indiretos via amiga/empresária próxima (Roberta Luchsinger), incluindo 5 pagamentos de R$ 300 mil cada (total R$ 1,5 milhão) do "Careca" para "o filho do rapaz". Depoimentos apontam suposta "mesada" de R$ 300 mil mensais e cifra de R$ 25 milhões (moeda não especificada) em negócios (cannabis medicinal e kits de dengue). Viajou a Portugal com despesas pagas pelo "Careca". Movimentou R$ 19,5 milhões em contas (2022-2026), incluindo repasses do pai (R$ 721 mil). Defesa nega irregularidades e afirma rendas legais; É foco da CPMI.
- Alessandro Stefanutto (ex-presidente do INSS, "Italiano"): Propina mensal de R$ 250 mil (aumentou após assumir); total estimado ~R$ 4 milhões (via Conafer e intermediários).
- Virgílio Antônio de Oliveira Filho (ex-procurador, "Herói V"): Propinas de R$ 6,5 milhões (2022-2024).
- André Paulo Fidelis (ex-diretor de Benefícios, "Herói A"): Recebeu R$ 3,4 milhões a R$ 5,2 milhões.
- Cecília Rodrigues Mota (advogada/líder de entidades): R$ 14 milhões em menos de um ano.
- Euclydes Petersen (deputado, "Herói E"): R$ 14,7 milhões em repasses suspeitos.
- Adroaldo da Cunha Portal (ex-secretário-executivo): R$ 50 mil (ligado ao "Careca"); preso em 2025.
- Maria Gorete Pereira (deputada MDB-CE): R$ 780 mil; usa tornozeleira desde março/2026.